Vereadora Leide: SECRETARIA DO AMBIENTE FECHA LIXÃO CLANDESTINO EM DUQUE DE CAXIAS

SECRETARIA DO AMBIENTE FECHA LIXÃO CLANDESTINO EM DUQUE DE CAXIAS

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A área vinha recebendo 50 caminhões por dia, com aproximadamente 300 toneladas de lixo

A Coordenadoria de Combate aos Crimes Ambientais (Cicca) da Secretaria de Estado do Ambiente (SEA) realizou na manhã 19/04 operação no Município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, para fechar um lixão clandestino no bairro de Jardim Gramacho.

A área embargada, com cerca de 47 km2, fica ao lado do aterro controlado de Gramacho, e vinha recebendo 50 caminhões por dia, com aproximadamente 300 toneladas de lixo, o que provocava o progressivo aterro de um manguezal às margens da Baía de Guanabara.

Liderados pela secretária estadual do Ambiente, a equipe de agentes da Cicca, do Instituto Estadual do Ambiente, do Batalhão Florestal da PM e do 15º. Batalhão de Polícia Militar cercaram a área, começando hoje mesmo a afixar trilhos de trens, de forma vertical, nas entradas do lixão, para evitar a continuidade da circulação de caminhões e outros veículos transportando lixo. Além disso, após cercada com mourões e arame farpado, para proteger o que resta de manguezal, a área do lixão passará por recuperação ambiental.

“Já estivemos aqui em janeiro de 2010, quando o secretário Carlos Minc era ministro do Meio Ambiente, realizando operação semelhante. Na época cercamos 5 km de área para impedir a entrada irregular de lixo extraordinário, mais os caminhões sempre encontram uma nova rota. Agora colocaremos mais 3 km de cerca, fechando por completo a área”, disse o coordenador da Cicca, José Maurício Padrone.

À frente da operação de hoje, o secretário explicou que o lixo extraordinário é aquele que não pode ser retirado pela Comlurb, e que por isso grandes estabelecimentos, como supermercados, devem contratar empresas particulares de coleta de resíduos sólidos para despejá-lo no Aterro Sanitário de Adrianópolis, em Nova Iguaçu, o único no estado licenciado para receber este tipo de lixo.

Segundo o secretário, depois de retirado o excesso de lixo, a área será aterrada e a vegetação voltará a ocupar sua área original: “O bairro de Jardim Gramacho foi construído em área de manguezal. Desobstruindo o local e cobrindo de areia, conseguiremos recuperar a região. Basta ver a área que cercamos em 2010. O mangue já ocupou quase todo o local que antes tinha sido transformado em lixão”.

“Pensamos a desativação de forma articulada, dialogando com os catadores, os setores públicos e privados. Criamos dois fundos para assistir os catadores e suas famílias: um para revitalização do bairro e outro em prol da capacitação dos catadores. Ambos contam com recursos repassados pela empresa Novo Gramacho, que explora o gás metano captado no Aterro de Gramacho. O primeiro receberá valores da venda de créditos de carbono oriundos da captação dos gases, pelos próximos 14 anos. Já o segundo contará com R$ 1.200 por ano. Alguns catadores serão reaproveitados no galpão de São Sebastião, de reciclagem de lixo, na Cidade do Rio de Janeiro.”

Claudia Alessandra, funcionária de uma firma de limpeza privada, que passou quatro anos da sua vida trabalhando no Aterro de Gramacho, contou que criou sua filha, na época com três anos, com o que retirava do lixo: “Foram os piores anos da minha vida. Eu vivia no meio de ratos e urubus e de todo tipo de praga. Mas tirei o meu sustento e o da minha família dali”.

As condições insalubres da região também têm sido alvo do debate da comissão: “Solicitamos um estudo à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e à Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) mapeando as possíveis epidemias na área”, afirmou o secretário.

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